2011 parecia ser um ano inédito.
Já começou com uma mulher (?) na presidência.
Depois, Sandy virou devassa,Osama foi vítima de um atentado terrorista, Recife lançou
o maior parque aquático em linha reta de toda a América Latina.
Dentro de campo, era o ano do quadragésimo título pernambucano.
O Sport era um Sport totalmente novo, nem parecia o Sport.
Perdia pra todo mundo, até para suas próprias pernas.
Teve gol de goleiro, teve defesa de atacante.
A gente ganhou até um mascote novinho em folha.
O leão (boi) só se classificou para a fase final na penúltima rodada, e olhe lá.
O Náutico de 2011 era um dream team, com dinheiro e apoio de siglas poderosas do Estado.
O Santa se tornou um exemplo a ser seguido pelo glorioso América-PE.
Mostrou que é possível sair do ostracismo e voltar a ganhar.
Mas foi aí que eu caí em mim. (expressão louca, essa, né?)
2011 é tão inédito quanto os filmes do SBT, que passam"pela primeira vez na televisão".
Não sei se você reparou, mas, cá estamos, vendo a história se repetir sem parar.
Mais uma vez, vimos Hamilton, Igor e Carlinhos Bala vestindo a camisa do Sport.
De novo, vimos o Náutico largar na frente, ser favorito, dar esperanças para sua torcida e morrer na praia sem título e sem vergonha na cara.
No mesmo ano, vimos o mesmo jogo três vezes.
Sport começa melhor, desperdiça oportunidades, toma o gol num lance isolado, perde a cabeça, toma mais um gol e por pouco não toma mais.
Fim de jogo: Santa 2 x 0.
Ok, ontem foi um pouquinho diferente.
Sport começa melhor, é descaradamente garfado por um juiz frouxo/mal intencionado, desperdiça oportunidades, toma o gol num lance isolado, perde a
cabeça, toma mais um gol e por pouco não toma mais.
Fim de jogo: Santa 2 x 0.
Como era de se esperar, nas ruas, firmas, escolas, faculdades, ônibus e qualquer lugar com pelo menos um rubro-negro, a conversa é a mesma.
"Domingo que vem, a história vai ser diferente".
Permitam-me discordar, meus amigos. Mas domingo que vem, a história vai ser exatamente igual.
2011 não me engana mais, por mais que ele tente com toda sua força.
O Santa pode estar com a mão na taça, mas se a história realmente quisesse ser diferente, Gilberto tinha feito aqueles dois gols cara a cara com Magrão.
Se a história quisesse ser diferente, esse jogo da final já estaria perdido.
Mas não.
O que veremos no domingo será o Sport com a raça de Carlinhos Bala jogando contra o favorito, precisando fazer um placar difícil para ser campeão.
2011, você é tão 2008.
*texto recebido por e-mail
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